Blog da jornalista Dulce Dias, onde se faz eco da constatação (e, eventualmente, da consternação) do mundo que nos rodeia. São apenas rascunhos do próprio pensamento, libertos ainda da censura da razão.
Alvíssaras para o meu amigo Spac3Rat que descobriu o erro no código do Esquissos! Acabou-se a inestética margem branca a aumentar sempre por ali abaixo!!!
Recebi de um ciberamigo e, com a devida autorização do mesmo, passo a publogar, pois gostei tanto que quero partilhar com os outros leitores do Esquissos...
Devaneio
É noite.
Sentado à minha mesa, penso em ti.
Vejo-te a passos leves,
Atravessar a rua,
Pegar na mala,
Tomar o trem.
Mas a tua imagem continua, num vaivem.
Lá fora, um cão ladra à minha janela.
Será que também te vê passar?!
Não. Apenas ladra p'ra me despertar.
E porque hoje é dia 5 de Outubro... Viva Portugal!
A Portuguesa
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Música: Alfredo Keil
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
O Esquissos precisa de uma pequena ajuda... Será que algum expert em blogs me consegue explicar porque razão os textos se vão afastando da margem esquerda, alargando a página e deixando uma cada vez mais larga tira branca por ali abaixo?!
Eu juro que não sei o que lhe fazer... Mas é inestético e quando se entra nos arquivos o problema agrava-se ainda mais...
Dão-se alvíssaras a quem souber onde está o erro...
Foi a 3 de Outubro de partiste. Na minha ingenuidade, acreditava que voltarias no final do dia. Mas o dia acabou-se e tu não voltaste. A noite caiu. E eu comecei a sentir uma angústia e uma preocupação crescentes - embora na altura não soubesse ainda nomear os sentimentos que me assaltavam.
Não queria ir deitar-me sem que tu chegasses. Tinham passado o dia todo a dizer-me que não virias. Mas à hora de recolher aos lençóis e aos sonhos, tentaram convencer-me que o melhor era dormir. Que tu chegarias certamente mais tarde. Que estarias, talvez, a fazer serão. O cansaço e a angústia venceram-me. Acabei por encontrar-me com os anjos e dormir.
Não. No dia seguinte, quando a manhã me trouxe de volta ao mundo dos vivos, não tinhas voltado. Nem voltaste nesse segundo dia, nem no terceiro, nem no quarto... Passaram-se meses e meses até que tu, Pai, regressaste. Da Holanda, para onde tinhas emigrado.
Foi há exactamente 30 anos. Eu tinha três - e aprendi cedo o significado e a dor encerrados na palavra Saudade.
Embora concorde com algumas coisas que escreveu no seu blog, não posso deixar de discordar em alguns aspectos.
Sou licenciado em relações internacionais e não trabalho na área internacional de um jornal. Quando me inscrevi para tirar o curso que tirei, sempre foi com a finalidade de trabalhar em jornalismo porque é essa a minha paixão.
Tirei vários cursos técnicos, um deles, no Cenjor e tirei uma pós graduação em jornalismo, comunicação e internet.
No jornal onde exerço a profissão de jornalista, tenho colegas meus que se licenciaram em comunicação social e não sabem sequer a diferença entre conselho e concelho. Esse mesmo, chegou a escrever "cidadões", como sendo o plural de
cidadão...
Mais do que querer escrever e querer informar, o jornalista tem que saber, acima de tudo, saber escrever português. As técnicas próprias da profissão aprendem-se com o tempo e no corre/corre do dia a dia das redacções.
Já agora, convido todos os leitores a visitarem o meu blog. De certeza que não se arrependerão. O endereço é http://fimdojornalismo.blogspot.com.
Avisaste-me de antemão que não sofresse.
Desculpa-me se não soube seguir o teu conselho.
Eu vivo a vida assim: intensamente.
Expludo-me em miríades de luz e, depois, dilacero-me em pedaços de trevas lançados de mim.
É a única forma que conheço de viver.
Não sei evitar o sofrimento nem a dor.
São sempre o colmatar do meu prazer.
Mas, Deus!, não me impeçam de sentir o sabor, todo o sabor da Vida.
Porque a Vida é um vendaval vadio.
E eu vou no Tornado, no Furacão.
Não me ponham travões nem me peçam para reduzir a velocidade.
Não me impeçam de sentir a vertigem voraz de viver a Vida intensamente.